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Mamãe Zen

Queridos,

É com muito amor e gratidão ao Universo que trago a vocês o meu primeiro texto aqui na coluna sobre as minhas vivências no yoga.
A tarefa de inaugurar uma coluna não é nada fácil, e um filme sobre toda a minha trajetória nessa busca por autoconhecimento passou em minha cabeça.  Decidi, então, começar pelo começo.

Meu nome é Izabella, tenho 30 anos, sou mamãe da Catarina, de 3 anos. Minha missão nessa vida é buscar justiça e servir àqueles que precisam de ajuda. No meu dia-a-dia exerço a função de advogada (não digo que sou, pois somos muitos mais do que a profissão que escolhemos), mas me considero uma espécie de terapeuta, afinal, advogar é acolher, é olhar nos olhos, é ajudar alguém a encontrar conforto, e particularmente, amo cuidar de cada pessoa que atendo.

Como não acredito em limitações, posso dizer também que “sou” – quase – professora de yoga, pois estou terminando uma incrível formação internacional da @premanandayogaschool, com o mestre @predro_premananda, que é um ser humano iluminado, daqueles que a gente agradece à vida por poder conviver e aprender.  Mas nada disso aconteceu num piscar de olhos. A tão sonhada vida estável, ter um escritório, ter tempo para me dedicar ao meu crescimento espiritual, não vieram de mão beijada, afinal, realizações pessoais e materiais são consequências do nosso dharma, e vêm somente quando estamos servindo o próximo com amor. “Ter tempo”, ser feliz e amar ilimitadamente, é possível conquistar tudo isso, acreditem!

Dizem as filosofias do yoga e budismo que ao nos alinharmos com nosso dharma – propósito de vida – servindo a uma causa com amor e devoção, sendo éticos com nossos princípios e moral, damos longos passos na eterna jornada da evolução espiritual. 
Você pode não acreditar, mas a minha vida mudou completamente quando entendi a minha missão e passei a nutrir devoção não apenas à causa que acredito, mas a tudo e a todos. É claro que estou longe de me tornar um ser humano iluminado, tenho muitos defeitos e os conheço bem, mas tenho buscado levar luz aos meus cantos mais obscuros e essa decisão mudou a minha vida e a minha história.

Na minha outra vida, a que eu tinha antes de me tornar mãe – fato divisor de águas na minha história – eu me achava feliz, tinha uma agenda lotada de compromissos, vivia no cabeleireiro e em todas as festas imagináveis, gastava o meu dinheiro em roupas caras e bolsas do ano. Eu só entendi que tudo isso era uma ilusão ao perder tudo isso: quando a Catarina nasceu.

Minha filha não foi uma criança planejada, mas apesar disso, fizemos tudo como “mandava a etiqueta”: enxoval no exterior, quartinho arrumado, parto com a médica recomendada, leitura de livros sobre amamentação em livre demanda etc.  Esperar pela sua chegada foi uma doce espera, e lembro de pensar: “nossa, mudei tanto, já não tenho necessidades materiais como antes”, ledo engano.

Quando a Catarina chegou
– sim, eu demorei para reconhecer, mas hoje tenho certeza – o meu mundo caiu, foi difícil demais!!!  Eu não conseguia suprir sozinha todas as suas necessidades como as outras mães, eu ficava cansada demais, nervosa demais, preocupada demais. Tudo, absolutamente tudo, fugiu do meu script
Lembro-me bem de não querer deixar as coisas fluírem, de querer manter o controle o tempo todo.

Nós, seres humanos, gostamos de controlar tudo o tempo todo, mas as leis do universo não funcionam assim, e acabamos gastando energia demais para manter situações que não são para nós! No auge da minha loucura, aflita por querer ter a minha “antiga vida” de volta, decidi estudar para um determinado concurso público enquanto cuidava da Catarina. Esse devaneio durou quase 1 ano e acabou com a minha saúde mental, psíquica e física, lembro de chegar a estudar 10h por dia, tomando litros de café. Me transformei em uma pessoa completamente desalinhada e surtada.  O resultado foi um falso diagnóstico psiquiátrico e alguns remédios tarja preta para controlar a ansiedade que fazia o meu corpo tremer o dia inteiro. Lembro de sentir medo de ficar sozinha em minha própria casa, de não conseguir cuidar da minha filha e de precisar de ajuda full time da minha amada mãe. Eu sabia que remédios não resolveriam os meus problemas. Os remédios me manteriam apagada, mas viva. Eu conseguiria pensar menos e “ir vivendo”, mas a raiz do problema permaneceria lá.

Não lembro exatamente como descobri o yoga naquela fase, mas me falaram que acalmaria os pensamentos e traria bem-estar. Eu fui, fiz, e me senti viva de novo. Me trouxe paz. Discernimento.
Com muita resistência, abandonei a ideia do concurso público, aquilo não era para mim, eu queria servir, queria conversar, ver pessoas, ajudar. E, infelizmente, a fase que antecede à aprovação era tenebrosa demais, a privação me fazia sentir desalinhada com o meu propósito.

É aqui que entra aquela história de sair do controle. Entregar, aceitar, confiar e agradecer. Eu fiz exatamente isso e, aos poucos, fui retomando minha identidade, fui me redescobrindo e largando os remédios.  Passei a sentir que quanto mais me entregava e seguia o “fluxo”, mais me conectava comigo mesma. Intensifiquei minhas práticas de yoga e me entreguei por completo à filosofia, aos mantras, à meditação. Incorporei o yoga de maneira absolutamente devocional, e busco viver como uma yoguini No auge dessa entrega, larguei o último remédio e voltei a ser livre novamente. Montei meu próprio escritório de advocacia sem sequer planejar, com clientes batendo à minha porta, apenas deixando o flow acontecer, apenas me entregando ao meu destino, ao meu propósito, cumprindo o meu karma nessa vida. 

Por tudo isso, meus queridos, ter esse lindo espaço semanal onde poderemos trocar experiências e nos unir para crescermos juntos é uma dádiva. Sinto-me incumbida de uma enorme responsabilidade: quero despertar no coração de cada um de vocês a vontade de buscar o crescimento espiritual, de expandir os horizontes. 

Com todo amor desse mundo, quero que saibam que somos todos seres ilimitados e dentro de nós existe uma fonte de amor e prosperidade que só precisa ser acionada. O medo é uma ilusão! Estamos juntos nessa! Nos vemos na próxima semana. 

Com carinho, Izabella.

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