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Família em Barcelona

Vamos falar de maternidade...  

Meu nome é Camila, sou jornalista, quarentona e mãe. Minha vida sempre foi divertida, claro que altos e baixos sempre me acompanharam até aqui, mas, dentre todos os sentimentos que já senti durante estes quarenta anos o luto foi o mais difícil e talvez o que tenha me trazido mais esperança na vida.

Para começar minha história preciso voltar um pouco, quando ainda tinha meus 20, 30 anos e vivi anos deliciosos, mas, sem jamais esquecer do meu sonho de ser mãe. A única certeza que tinha é que queria casar e ter filhos e assim fui vivendo até encontrar meu marido Rafael com quem já há estou oito anos. Tudo começa quando fomos pegos de surpresa com um positivo inesperado com apenas três meses de namoro. Medo, frio na barriga, o primeiro eu te amo e meu primeiro aborto espontâneo. Posso me lembrar até hoje do aperto no peito e da marcante sensação de ter acendido ainda mais meu desejo de ser mãe. Os anos seguiram.

Meu relógio biológico foi apertando e fui fazer alguns exames de rotina para saber como andava meu corpo e foi quando escutei da médica que teria que correr se quisesse engravidar, pois, com 35 anos já tinha uma reserva baixa de óvulos. Meu mundo caiu. Senti medo de não conseguir. Com o apoio do Rafa, afinal ter um filho não seria só minha escolha, começamos as tentativas e cada menstruação que vinha lágrimas vinham junto. Até que de repente um positivo e já na sequência meu segundo aborto.

Casei, fiz festa, tentei mudar o foco da vida e fui viajar de Lua de mel. Na volta, por insistência de uma amiga, fui visitar um especialista em reprodução humana, afinal, precisava saber o que estava acontecendo antes de outra gestação. E foi lá, em um exame de rotina, que descobri que estava grávida. Nossa! Seis meses depois da minha segunda perda. Concepção na noite de núpcias, agora vai! E foi. Eu estava radiante, realizada, confiante. Até que durante um ultrassom descobrimos que o coração do bebê havia parado e ali o meu parou também. O luto me invadiu de uma maneira que falar naquele momento era algo difícil. No dia da curetagem lembro-me de estar na recuperação e não sentir minha alma, só um vazio. Foram semanas assim, de uma dor profunda que inacreditavelmente me trouxe fé. 

Fé na vida, fé em Deus, fé que tudo iria dar certo!
E assim voltei ao médico, renovada de esperança, começamos uma bateria de exames para identificar o motivo das minhas perdas sendo uma já quase no final do primeiro trimestre. Quando sem aviso meu quarto positivo chegou e foi embora antes que eu pudesse entender o que havia acontecido. Desta vez não me deixei abater. Descobrimos que tenho uma trombofilia e depois de tomar injeções para ovular, coito programado, finalmente meu quinto positivo, confesso que demoramos a comemorar. O medo me acompanhou durante muito tempo. Meu tratamento foi tomar uma injeção de enoxoparina sódica todos os dias durante os nove meses de gestação e fomos assim até o dia em que meu luto que ainda se escondia lá no fundo virou esperança, aprendizado, paciência, amor e minha filha tão amada, Stella.

Me acompanhem nesta jornada incrível em companhia do meu maior amor: minha Família em Barcelona.

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