Filtrar Busca

Idade
Desde
Até
Somente
Estado
Cidade

A maternidade e seus antagonismos: como impor limites sem bloquear a espontaneidade dos filhos?

Namastê, amigos!

Quanta honra escrever o primeiro texto de 2018!

O ano promete. É regido por júpiter, o maior planeta do sistema solar.

Abundância e caminhos abertos são a grande expectativa para o novo ano.

Seguindo esse fluxo, pensei em falar sobre abundância! Esse é um tema sobre o qual adoro discorrer. Mas vocês lembram daquele papo que falamos na coluna passada sobre sair do controle?

Pois bem. No último dia do ano, um insight me fez reler um lindo livro do meu mestre espiritual, Sri Prem Baba, de quem sou discípula.

O livro se chama "Amar e Ser Livre", e é daqueles que cada leitura proporciona novos aprendizados.

A obra analisa profundamente os diversos tipos de relacionamento familiares e demanda do leitor uma dose extra de discernimento e sinceridade para perseverar na auto investigação sugerida pelo meu mestre.

Dito isso, vamos ao que interessa: a maternidade.

Reler o capítulo sobre maternar, agora, após ser mãe, chacoalhou o meu mundo.

Em síntese, meu mestre faz um paralelo entre a perda da espontaneidade da criança e o regime do medo imposto pelos pais.

Segundo a narrativa, a força criadora do Universo, conhecida também como energia vital, é o que nos mantêm vivos. É o que mantém tudo o que conhecemos vivo. Ela flui através de nós e é a própria fonte do êxtase, é o que nos faz sentir conectados com Deus, com a luz, é a fonte da prosperidade e do prazer.

No entanto, em algum momento de nossas vidas esse fluxo de energia vital é bloqueado. O bloqueio acontece quando reprimimos a espontaneidade da criança, e permitimos, dessa maneira, que o medo (e consequente ódio) seja instalado no sistema da criança.

Para o desenvolvimento adequado de uma criança é fundamental que ela receba amor. Pense que para nossos filhos o amor é a presença física, é o toque, é o contato. Além disso, crianças também precisam receber alimento e proteção justamente para não sentir medo.

Meu mestre explica que a experiência de individualização do ser gera muito medo, e "como as crianças ainda não têm a razão desenvolvida para entender que os pais estão trabalhando para sustentá-la, mesmo que ela fique sozinha por curtos espaços de tempo, automaticamente ela entra em contato com o medo e, consequentemente, com o ódio. Sempre que a satisfação dessas necessidades não é atendida, surgem esses sentimentos"*.

Não é só isso. Crianças também precisam de liberdade para se expressar.

Imaginemos a seguinte cena: uma criança pula e grita enquanto brinca na sala e seu pai tenta assistir televisão. Já exaltado, o pai grita "cale a boca, que feio fazer isso!".

Nesse momento, a repressão à espontaneidade da criança se concretizou. Ela sente sua vida ameaçada, pois precisa de amor, alimento, proteção e liberdade para não sentir medo.

E assim, dia após dia, essa criança perde sua espontaneidade por puro medo. Medo de não receber dos pais o amor e a atenção que precisa para se sentir segura, e passa a usar uma máscara para se adequar àquilo que lhe é exigido e continuar recebendo carinho e afeto.

O grande trauma que devemos evitar em nossos filhos – e que a maioria de nós já sofreu – é o distanciamento da espontaneidade. Essa cisão faz com que as crianças percam a conexão consigo mesmas e, em algum momento de suas vidas, passem a achar que são as máscaras que vestem para ser aceitas.

É claro que desenvolver o papel de mãe (e pai) nos condiciona a impor limites. Porém, como bem observa o meu guru nessa linda obra, devemos nos atentar a forma como os limites são impostos.

Com amor e consciência, conseguimos colocar limites sem gerar traumas. Com violência e estupidez podemos gerar traumas que podem ser transmitidos de geração em geração.

O caminho é o amor, é o estímulo à criatividade lúdica, é permitir que a criança seja ela própria sem sentir medo de não receber carinho e afeto.

Portanto, queridos, meu sincero desejo é que nesse novo ano estejamos mais conscientes e presentes em nosso dia-a-dia e nos cuidados com nossos filhos.

Que tenhamos a paciência e o amor necessários para criar e educar uma linda nova geração de seres que farão a diferença em nosso mundo.

 

Beijos com carinho,

 

Izabella.

 

*Livro: "Amar e Ser Livre" de Sri Prem Baba.

 

 


Compartilhar com:

A DODZ KIDS

Entre em contato

Email contato@dodzkids.com.br
Telefone (11) 99645-4421
Telefone (11) 99469-7518
Endereço Rua Quatá, 1017 I Vila Olímpia
CEP 04546-045 - São Paulo - SP
© 2017 - DODZ KIDS - Todos os direitos reservados.